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Vovô maromba viraliza na web e diz ter orgulho do peitoral

Vovô maromba viraliza na web e diz ter orgulho do peitoral e saúde de ferro

«Quando você tiver um peitoral desse, aí a gente conversa, tá, seu frango?» Foi com essa frase que o paraibano Carlos Suassuna, de 59 anos, chamou a atenção nas redes sociais, alcançando mais de 100 mil seguidores no Instagram e outros 80 mil no TikTok

Vovô maromba viraliza na web e diz ter orgulho do peitoral e saúde de ferro

«Quando você tiver um peitoral desse, aí a gente conversa, tá, seu frango?» Foi com essa frase que o paraibano Carlos Suassuna, de 59 anos, chamou a atenção nas redes sociais, alcançando mais de 100 mil seguidores no Instagram e outros 80 mil no TikTok. Com o apelido de «Vovô Maromba», Carlos compartilha na internet sua rotina de exercícios físicos e um porte físico musculoso, que inspira comentários de todas as idades.

O foco para ter um grande volume muscular vem de um sonho de garoto. Na adolescência, Carlos conta que era um menino franzino e sempre desejou mudar essa realidade. Sem academia ou assistência de um profissional, começou a se exercitar sozinho no quintal de casa, usando pedras como peso, aos 17 anos.

«Meu tio trouxe um folheto mostrando como fazer musculação. Eu nem sabia o que era academia. Fui pegando o jeito aos poucos, mas sempre sozinho. Depois de muitos anos, tive uma TV e comecei a assistir e saber mais. Apliquei na minha rotina, fui estudando, até chegar em uma academia», conta ele, que neste ano completa 43 anos de musculação. Nunca é demais ressaltar que trata-se de uma situação específica e, antes de começar a treinar, você deve buscar orientação especializada de um profissional de educação física.

Na época em que trabalhava na roça, Carlos carregava peso e usava a atividade física para auxiliar no trabalho. Depois, começou a trabalhar como pedreiro, outra profissão que o treino pesado ajudava a realizar. Nunca foi fisiculturista e, segundo ele, sempre usou o exercício para a saúde e para abandonar a imagem do menino magro e frágil.

Para não desistir de treinar na pandemia, ele construiu uma academia no quintal de casa e voltou a treinar com pedras e ferro. Com pesos feitos de cimento e uma barra fixa entre a parede e uma árvore, Carlos fez dois anos de atividade física no local.

De volta à rotina, o paraibano trabalha como pedreiro em dois turnos por dia, vai à academia todos os dias, pedala pelo menos 50 km aos finais de semana. O que era para ser um sonho estético na juventude, hoje, entrando na terceira idade, tornou-se uma forma de manter a qualidade de vida.

Uma publicação compartilhada por Carlos Suassuna (@vovomarombaa)

«Eu gosto do meu corpo como ele é hoje e de toda saúde que conquistei. Com a minha idade, eu não vou conseguir ganhar muito mais massa, mas malho para manter o que eu já tenho e principalmente essa disposição de viver, trabalhar, pedalar», explica.

Ao longo dos anos, Carlos preparou seu treino com ajuda dos professores da academia do bairro na cidade de Riacho dos Cavalos, interior da Paraíba, onde vive há 30 anos. Seu treino tem com objetivo aumentar a força no corpo todo, mas sem exageros. «Estou sempre em busca de equilíbrio e um exercício bem feito.»

Durante muito tempo, o paraibano também cuidou da sua alimentação sozinho. Até o mês passado, nunca tinha tomado suplemento. Com a audiência nas redes sociais, teve sua primeira consulta com uma nutricionista e começou a consumir produtos específicos.

«Sempre tentei me alimentar com muita proteína, fugindo dos açúcares e de qualquer tipo de produto industrializado, assim como nunca usei anabolizantes. Na nutricionista, descobri que eu poderia tomar whey protein para diminuir a perda de massa muscular, mas ainda é muito recente para mim», explica.

Embora o «Vovô Maromba» esteja inspirando seus seguidores a praticar a musculação, o professor Sérgio Nassar, professor de educação física da UFPA (Universidade Federal do Pará), reforça a importância de um profissional acompanhando as atividades.

«É preciso que um profissional habilitado faça o treino e o acompanhamento para que a pessoa consiga colher, de fato, os benefícios da atividade física para o envelhecimento biológico, social e psicológico. O profissional vai ajudar o atleta a entender qual é a melhor prática, porque o melhor exercício é aquele que dá prazer e que você possa transformá-lo em uma necessidade diária, assim como dormir», explica o profissional de educação física.

Nassar acompanha grupos de idosos em diferentes atividades físicas e conclui que a musculação, apesar de ter diferentes benefícios, não é a única que pode trazer força e saúde para o corpo. Ginástica aeróbica, treinamento funcional e modalidades aquáticas também podem ser alternativas não apenas para a prática do exercício físico, mas também de socialização do idoso.

Mas socialização é o que não falta para o «Vovô Maromba». Com o sucesso na web e apoio dos colegas de academia, Carlos acompanha os comentários das suas redes sociais e se emociona ao saber que é motivo de inspiração para os seguidores.

Uma publicação compartilhada por Carlos Suassuna (@vovomarombaa)

O professor de educação física e pesquisador da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) João Paulo Botero endossa que a musculação é um exercício com diferentes benefícios para todas as idades, mas é necessário deixar de lado o preconceito de que academia é lugar de «maromba» ou «fisiculturista», para que o espaço se torne inclusivo.

«A musculação é segura, melhora a força muscular, traz autonomia, fortalece os ossos, o sistema cardiovascular e diminui o risco de doenças metabólicas como o diabetes. Diante destes benefícios, é necessário pensar na academia como um espaço coletivo, para todas as faixas etárias, todos os corpos e todos os objetivos», diz Botero.

O professor lembra que muitos municípios têm iniciativas de academias ou centros de treinamentos para estimular a adesão dos idosos à prática de atividade física, mas que a inclusão precisa estar presente também nas academias particulares. «A academia precisa perder o estereótipo de lugar onde jovens frequentam para ganhar massa, e sim um lugar onde todos buscam mais saúde.»

O «Vovô Maromba» leva para seus seguidores o resultado de 43 anos de musculação. Mas, para quem quer começar o treino na faixa etária dos 60 anos, ainda dá tempo de colher os resultados.

Estudos já mostraram que a musculação na terceira idade pode prevenir as fragilidades consequentes do envelhecimento, diminuir a taxa gordura corporal e as inflamações pós-menopausa.

Um estudo publicado no The Journal of Sports Medicine and Physical Fitness, conduzido pelo educador físico João Paulo Botero, analisou 23 mulheres em torno dos 63 a 67 anos. O resultado apontou que um treinamento com musculação trouxe aumento significativo de força e massa magra, além de diminuir os níveis de hormônios como leptina e resistina em mulheres na pós-menopausa.

«A idade não é um fator que determina o resultado. A terceira idade não é um ponto de chegada, e sim um ponto de partida. Qualquer pessoa que começa a fazer uma atividade física vai conseguir obter os benefícios para a saúde física e mental», reforça Nassar.

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